• Carolina Aita Flores

Você sabe o que é Exterogestação?


Ao nascer, o bebê precisa realizar uma gigantesca tarefa de adaptação ao novo mundo.

Na barriga da mãe, a temperatura é constante; o oxigênio automático; a luminosidade pouco variável; os ruídos do corpo da mãe, as batidas do seu coração e o som da sua voz são familiares; não há sensações de fome, sede, calor ou frio; é gostoso se sentir aconchegado e ser embalado pelos movimentos da mãe ao andar.


Quando nasce, encontra um panorama novo e pouco hospitaleiro: às vezes faz frio; às vezes, calor; o corpinho se sente solto; há perda do contato e do aconchego; às vezes está claro ou escuro demais; surgem desagradáveis sensações de dor, fome, sede – necessidades à espera de satisfação; é preciso respirar para sobreviver, sugar por esforço próprio para se alimentar, enfim, lutar pela vida.

Para a Psicologia, o bebê humano nasce três meses mais cedo do que deveria. Comparado com recém-nascidos de outras espécies, o bebê humano nasce vulnerável e desamparado. Assim, para viver uma transição suave entre a segurança do útero e os desafios da nova vida que encontra, ele precisa continuar a gestação fora do corpo da mamãe. Essa é a exterogestação, período também chamado de "quarto trimestre da gravidez", uma fase em que o bebê precisa de muito colo, carinho e aconchego.


O recém-nascido é extremamente sensível ao toque. As emoções das pessoas que lidam com ele são captadas quando é pego ao colo. Ele é sensível, também, ao modo como é segurado: se com firmeza ou insegurança, de modo terno ou mecânico. E seu comportamento varia de acordo com isso – chora por necessidade de aconchego, se acalma quando segurado de modo firme e carinhoso; ao contrário, quando é pego por uma pessoa tensa e agitada, fica irrequieto e chora mais ainda.


Para proporcionar um quarto trimestre emocionalmente saudável para o seu bebê, dê bastante colo, aconchego, carinho e amor. Sentindo-se seguro e amado o bebê irá perceber que o mundo é um lugar bom de se viver e que ele tem o apoio que precisa para encarar essa nova jornada.


Referências:

MALDONADO, M. T.; DICKSTEIN, J. Nós estamos grávidos. 2. ed. São Paulo: Integrare Editora, 2010.


Autora: Carolina Aita Flores, psicóloga do CTC


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