• Claudia Henrich Lopes

Quando me amei de verdade


A crônica de hoje terá enfoque principal no amor próprio. Decidi escrever acerca deste tema ao lembrar-me de alguns atendimentos em que sugeria como tarefa de casa que o paciente escrevesse uma lista das coisas que percebeu a sua volta quando amou-se verdadeiramente.

Tarefa difícil!

Falamos sobre o amor o tempo todo. Amor romântico, amor de pai e filho, amor por amigos, natureza, pet. Enfim… mas quantos de nós, ao definir o amor lembra-se de si mesmo? Tu te lembras?

Parei a escrita e pesquisei no dicionário o significado de amor "Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa.,Sentimento intenso de atração entre duas pessoas.,Ligação afetiva com outrem, incluindo geralmente também uma ligação de cariz sexual.,Ser que é amado.” agora, pasmem…nada consta sobre o amor próprio. O que deixamos passar? Nos deixamos passar?

Quando falo em amar-se, sugiro encontrar-se com o mais profundo eu. Acolher. Sem empático. Permitir-se perdoar.

Fazemos isso o tempo todo. Perdoamos o outro, cuidamos do outro, elogiamos. Acolhemos, abraçamos. Mas quando foi a última vez em que olhaste pra ti mesmo e falaste “eu me perdoo por não ter agido da maneira que hoje penso ser mais adequado, me acolho e entendo que na época eu não tinha a maturidade que tenho hoje”. Que te viu no espelho e disse: “estou um arraso”, “fui muito bem no trabalho”, “que bom que consegui malhar” ou até mesmo “obrigada por acordar, vamos tornar esse dia incrível, por mim e pra mim”? Os processos de amor próprio podem parecer complexos, mas é uma habilidade a ser desenvolvida. Tomar um café na própria companhia, rir sozinho, apreciar uma leitura, ir ao cinema ou passear. Só você e você. Curtindo isso.

Que tal começarmos assim? Faça uma lista de coisas que tu podes fazer por ti mesmo e contigo mesmo e depois conta pra mim o que percebeu quando se amou de verdade. Aposto que verá coisas incríveis!


Autora: Claudia Henrich Lopes, psicóloga do CTC

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