• Claudia Henrich Lopes

O que te impede de "fechar o guarda-chuva"?

Decidi escrever essa crônica, após receber uma mensagem de uma paciente com o seguinte questionamento: “ ‘você diz que ama a chuva, mas abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama’. Faz sentido pra você?”.

Uau! Terminei de ler.

Respirei... Intenso!

Quantas interpretações podemos fazer dessa pequena mensagem. Através de tantas lentes diferentes podemos olhar cada uma dessas situações.


Respiro e penso: Equilíbrio!

Amor próprio e autocompaixão é uma das formas de interpretar: mesmo amando o sol, não preciso ficar exposto a ele se está quente demais e pode desencadear uma queimadura. Estar exposto a uma chuva intensa pode me machucar. Tudo bem buscar abrigo. O mesmo com relacionamentos abusivos. Te amar, não significa que preciso permanecer ao teu lado, se me machuca. Se não me faz feliz. É como saltar de um avião sem paraquedas... Suicídio!

Ok., acabamos de ver apenas por um viés. Um ponto de vista. 
Agora, quantos são os relacionamentos - digo, quaisquer formas de contato com o novo, desde oportunidades, emprego, amizades, relacionamentos afetivos - que não nos envolvemos por que nos tira da zona de conforto? Quantas garoas interpretamos como um tsunami e não nos expomos? 
Lembrem-se: Exposição da trabalho! 
Será que não tenho me exposto por medo da rejeição? Por crenças limitantes e por não achar que sou bom o suficiente? 
Será que não me exponho por autossabotagem em que tenho uma crença de que nada da certo comigo, logo é perda de tempo entrar nessa?

Quais são os meus limites? Por que parece que esse guarda-chuva está tão preso a mim, como uma armadura que não consigo me ver sem ela e me aventurar de maneira expontânea?

Daí chega uma interpretação da minha paciente: “acho que as pessoas só dão valor quando perdem”. E, pasmem... reparem de quantas maneiras, novamente podemos interpretar essa situação.

Será que isso acontece porque na época não estavam maduros o suficiente para lidar com essa situação? Será que isso não pode acontecer porque após essa perda, quando eu já não tenho mais risco nenhum - já que isso acabou de fortalecer minha crença de não sou digno de ser amado - eu simplesmente sofro dizendo “eu sabia que isso aconteceria - novamente!”.

Percebam comigo quantas chances, quantas oportunidades estamos perdendo por estarmos presos a uma falsa impressão de conhecimento próprio e dos outros, baseado em pensamentos e crenças disfuncionais sobre nós mesmos que não nos permitem ver o mundo de uma maneira mais leve. Já estamos fadados ao fracasso antes mesmo do envolvimento.

Que tal descobrirmos juntos quais são essas crenças. O que te fez ver o mundo dessa maneira e quais as outras formas que posso percebê

-lo? 
Podemos tirar essa “armadura”, esse “guarda-chuva” e aprender a confiar nas nossas inclinações com mais equilíbrio.

Se não der certo, Ok! ... Posso lidar com isso. 
Mas também pode ser que dê!

Já parou pra pensar quantas chances perdemos pelo medo de não dar certo?

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