• Claudia Henrich Lopes

Ainda não está bom... ainda não é o suficiente!


Você já teve a sensação de que, por mais que se esforce, nunca faz o suficiente?

Por exemplo, estudou a semana inteira para um teste, mas quando ele se aproxima, parece que não fez nada... Se dedicou muito a uma reunião, mas sente que não está preparado... Parece que por mais que faça muitas coisas, tem o sentimento de que nunca é o suficiente? Pessoas que exigem tanto de si, na maioria das vezes, tem ótimos resultados no trabalho e/ou em cumprir tarefas rotineiras, porém, vivem com a constante pressão da crença de que "não é bom o suficiente". Logo, precisam fazer várias coisas para compensar essa visão distorcida de si.

Consegue perceber a carga ansiogênica nessas afirmações? O peso de agradar a todos, de atingir padrões de perfeccionismo tão elevados, que normalmente são inatingíveis...? Portanto, por mais que se esforce ao máximo, você está fadado ao fracasso à medida em que você não concretiza suas metas simplesmente por serem irrealistas... Faz sentido?

Quantos de vocês já paralisaram, tiveram um "branco", ficaram sem voz ou reação a uma situação em que estavam sob avaliação? E quantas vezes isso aconteceu justamente para o desafio que tanto se prepararam, estudaram e imaginaram todos os cenários possíveis? Percebem o quanto esse padrão de exigência tem a ver com a ansiedade? O quanto se sabotam quando tendem a olhar cegamente para essas metas irrealistas? Para aquilo que foge de seu controle?

Mas e agora? O que fazer com tudo isso?

Primeiro, é preciso entender que não há necessidade em estar ansioso ou preocupado para valorizar o compromisso que se tem.

É importante aprender a criar metas atingíveis e realistas.

Faça a si mesmo as seguintes perguntas: "Quanto posso fazer?”, “Como posso fazer?”, “O que está ao meu alcance?".

Abandone a ideia de que precisa sempre ter certeza. Aceite as incertezas da vida e as suas próprias. Permita-se tentar, errar, aprender... Lembre-se de quantos tombos caiu até aprender a andar. O erro faz parte do progresso.

Equilibre teu olhar. Tudo bem olhar para as coisas que ainda precisa melhorar, desde que também olhe para o quanto já melhorou, o quanto já evoluiu e como anda este processo. Seja justo consigo mesmo.

Tente banir os rótulos. Lembre-se de que você não se define apenas por uma única característica.

Faça mais coisas por si, porque gosta, porque é importante para você, porque é importante para a sua saúde mental. Seja a sua maior prioridade. Entenda que nada você poderá fazer se não estiver bem. Lembre-se da teoria da máscara de oxigênio: primeiro coloque em você, depois ajude a pessoa do teu lado. Ou seja, primeiro se cuide, primeiro tenha seu tempo, sua alimentação, seu sono, depois olhe para o compromisso. Se estiver doente, não conseguirá ir a prova ou a reunião.

Veja a sua rotina com autocompaixão e permita-se errar. Permita-se ser humano e entender que atingir 100% de algo é humanamente impossível.

Seja a melhor versão de si. E não a versão perfeita. A versão possível... essa é a melhor!

E esteja disposto a olhar para dentro... olhar para si. Porque para você... é tão importante ser bom? O que isso diz das tuas crenças?

A ideia é você passar a aceitar a si mesmo, ainda que não goste de algumas coisas que faça. Se aventure no processo terapêutico!




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