• Claudia Henrich Lopes

IMPACTOS DO COVID-19 NA SAÚDE MENTAL

Falar acerca do Coronavírus tornou-se corriqueiro. A maioria de nós já sofreu algum tipo de impacto, direto ou indireto, afinal estamos falando de um vírus que instalou uma pandemia sem precedentes. Assim, o mundo inteiro teve que adaptar-se e modificar seu estilo de vida. Quando imaginaríamos que máscara facial e álcool gel fariam parte do nosso dia-a-dia? Realmente percebemos que o ser humano é adaptável e Darwin ficaria orgulhoso dessa capacidade. Porém, como nem tudo são flores, esse "novo normal" trouxe muitos impactos negativos.

O afastamento social, distanciamento da família e amigos, inadaptação a mudanças na jornada de trabalho, “home office", desemprego, lookdown e ondas de tantas cores que perdemos a conta. Tudo isso, somado a superlotação de UTIs, necessidade de enfrentar luto, desenvolvimento de novos medos e angústias, agravamento de antigos.

Nesse "novo normal" a ansiedade e a depressão aparecem como as maiores problemáticas com relação a questões psicológicas. Além das citadas mudanças no dia-a-dia, a incerteza do futuro, a chegada da vacina e/ou a demora para chegar a minha vez, os próximos estágios da pandemia envolvendo novas cepas e a economia, tudo isso têm acarretado ao aumento sintomatológico e nos deixado sob constante hipervigilância e pressão.

Portanto, o objetivo desse post é buscar, por meio da informação, compartilhar algumas estratégias para diminuir essas sensações tão aversivas que esperamos que possa auxiliar você, leitor:


  • Aprenda a reconhecer e acolher seus medos, procurando pessoas de confiança para conversar;

  • Invista em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo como meditação, leitura e exercícios de respiração e atividades físicas;

  • Se você estiver trabalhando durante a pandemia, fique atento a suas necessidades básicas, garanta pausas sistemáticas durante o expediente (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos. Permita-se um cafezinho, um lanche e/ou um bate-papo;

  • Mantenha ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;

  • Diminua a exposição a telas, principalmente no que diz respeito a entrar na bolha da catastrofização. Se perceber que o noticiário tem trazido somente coisas pesadas, busque ouvir uma música, jogar um jogo de tabuleiro, conversar com a família ou ter um momento de auto-cuidado.

  • Seja um detetive das tuas próprias emoções. Aprenda a se perceber e analisar. Quando ser filtro e quando ser esponja. Faça mais do que te faz bem e se afaste de ações que te trazem ansiedade, aflição e medo. Pequenas mudanças na rotina podem trazer grandes transformações na qualidade de vida.

Caso perceba que os impactos persistem e não tem conseguido lidar com isso sozinho, busque auxilio especializado.



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